quarta-feira, 12 de agosto de 2009

População , centros urbanos e suas consequências


Os maiores e principais Centros Urbanos do mundo estão tão extensos, que passaram a ser nomeados como Megacidades, ou seja, agrupamento com mais de 10 milhões de habitantes, como São Paulo, Xangai, Londres, Cidade do México, Nova Délhi e Seul. Em 1950 foi publicado pela ONU que apenas Nova York e Tóquio poderiam ser consideradas mega cidades, porém em 2005 foi declarado um grande aumento destas megacidades, de apenas 2 passou para 20, sendo que 17 destas ainda estão em desenvolvimento, já em 2015 passará para 22. Tóquio já pode ser chamada de Metacidade, onde seu aumento populacional passou de 30 milhões de habitantes. Pesquisas foram feitas e mostraram diversos fatores que se este aumento populacional sem controle continuar aumentando seu índice, os problemas irão aparecer, na verdade já estão desenvolvidos e em desenvolvimento.
Quanto mais uma megacidade cresce e atrai pessoas, por suas possibilidades econômicas ampliadas, mais crescem os desafios da sociedade que ali vive. No “primeiro mundo”, as taxas de natalidade foram caindo lentamente, até chegar a um patamar estável. Isso explica por que cidades onde a pressão migratória é grande, mas a natalidade é baixa, crescem devagar. Nova York, por exemplo, é uma cidade com muitos habitantes, mas sua população aumenta menos de 0,5% ao ano. Contraditório a isso, as altas taxas de natalidade em relação a países pobres, contribui com metade do seu aumento populacional, ou seja, 50%.As migração das áreas rurais para os centros urbanos respondem a um índice de 25% do crescimento populacional.De 1950 para cá, a população mundial quase triplicou, passando de dois e meio bilhões de habitantes para mais de seis e meio bilhões. Resultante a isso, as consequências e principais problemas deste aumento populacional poderá ser a poluição atmosférica, congestionamentos freqüentes (transito de veículos).
Por: Raissa Katarina
Bairro: Garcia/Garibaldi


Bairro: Cosme de Farias


Bairro: Conj ACM/Cabula




terça-feira, 11 de agosto de 2009

Bairro: Barroquinha.


Bairro: Engomadeira/Cabula

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Equação do tempo


A equação do tempo é a diferença, ao longo de um ano, entre o tempo lido a partir de um relógio de sol e o tempo civil, ou seja, a diferença entre o tempo solar aparente e o tempo solar médio. Representa a evolução anual da diferença entre a posição real em cada momento do Sol no firmamento e a posição que ele ocuparia nesse momento se o eixo da Terra fosse perpendicular à eclítica e a órbita terrestre circular.

A rotação da Terra fornece um relógio natural adequado para a maioria das actividades humanas, já que o tempo despendido em cada revolução apenas varia umas fracções de segundo em cada ano, tornando-o, para a maioria dos efeitos práticos, num valor constante. Para medir o tempo pela rotação da Terra é apenas necessário determinar um ponto de referência a partir do qual iniciar a contagem. A escolha pode recair sobre uma estrela, com o inconveniente de apenas poder ser observada à noite, ou, com maior facilidade, recorrendo à evolução da posição do Sol no firmamento.
A facilidade de observar o Sol levou, desde a antiguidade, à construção de relógios de sol, nos quais, através da projecção da sombra de um objecto adequado (o gnómon) sobre uma escala construída com base na observação diária do Sol, é possível determinar com alguma exactidão a hora. Esta hora, determinada com base na posição do Sol no firmamento, é chamada tempo solar aparente.
Observando a evolução anual da sombra, e comparando a hora assim determinada com a hora estimada por outros meios, tornou-se patente que a hora solar aparente e o tempo solar médio, aquele que é utilizada para determinar de forma uniforme o tempo civil, nem sempre coincidiam. A invenção dos relógios mecânicos, cuja hora não depende directamente da posição do Sol, veio tornar ainda mais clara essa diferença.
As razões que determinam a diferença entre os tempos solares aparente e médio prendem-se com o facto da posição do Sol não ser determinada apenas pelo movimento de rotação da Terra em torno do seu eixo, mas também pela translação da Terra em torno do Sol. A explicação seguinte demonstra como a interacção entres estes dois movimentos, e deles com a inclinação do eixo de rotação da Terra em relação ao plano da respectiva órbita em torno do Sol, causam a diferença apontada.
A equação do tempo, representada pela curva a vermelho na figura acima à direita, é assim o somatório das diferenças entre a hora solar aparente e a hora civil resultantes da combinação de dois efeitos:
O efeito da obliquidade do eixo da Terra (a verde na figura), uma sinusóide com período semestral e amplitude máxima aproximada de 9,7 minutos. Este efeito é dominante, impondo o andamento e forma geral da equação do tempo.
O efeito da elipticidade da órbita terrestre (a azul na figura), uma sinusóide com período pouco mais longo do que o ano e uma amplitude máxima aproximada de 7,6 minutos.
A soma dos dois efeitos, como aliás acontece com quaisquer fenómenos com carácter periódico, leva a que em certas épocas do ano, quando estão em fase, se reforcem mutuamente, aumentando a amplitude da resultante, enquanto noutras épocas se atenuam, reduzindo a amplitude do fenómeno.
Note que a aparência do gráfico da equação do tempo pode ser deduzida directamente da evolução temporal da projecção sobre o equador celeste da trajectória em forma de 8 assimétrico do analema da Terra.


Por: Tamires Dantas

Salvador

Por: Tiago Jesus e Vinicius Assis

O determinismo geográfico

O determinismo geográfico considera que as diferenças do ambiente físico condicionam a diversidade cultural. São explicações existentes desde a Antiguidade, do tipo das formuladas por Pollio, Ibn Khaldun, Bodin e outros, como vimos anteriomente.
Estas teorias, que foram desenvolvidas principalmente por geógrafos no final do século XIX e no inicio do século XX, ganharam uma grande popularidade. Exemplo significativo desse tipo de pensamento pode ser encontrado em Huntington, em seu livro Civization and Climate (915), no qual formula uma relação entre a latitude e os centro de civilização, considerando o clima como um fator importante na dinâmica do progresso.
A partir de 1980, antropólogos como Boas, Wissler, Kroeber, entre outro, refutaram este tipo de determinismo e demonstraram que existe uma limitação na influência geográfica sobre os fatores culturais. E mais: que é possível e comum existir uma grande diversidade cultural localizada em um mesmo tipo de ambiente físico.
Tomemos, como primeiro exemplo, os lapões e os esquimós. Ambos habitam a calota polar norte, os primeiros no norte da Europa e o segundos no norte da América. Vivem, pois, em ambientes geográficos muito semelhantes, caracterizados por um longo e rigoroso inverso. Ambos têm ao seus dispor flora e fauna semelhantes. Era de se esperar portanto, que encontrassem as mesma respostas culturais para a sobrevivência em um ambiente hostil. Mas isso não ocorre:
Os esquimós constroem suas casas (iglus) cortando blocos de neve e amontoando-os num formato de colméia. Por dentro a casa é forrada com peles de animais e com o auxilio do fogo conseguem manter o seu interior suficientemente quente. É possível, então, desvencilhar-se das pesadas roupas, enquanto no exterior das casa a temperatura situa-se a muitos graus abaixo de zero grau centígrado. Quando deseja, o esquimó abandona a casa tendo que carregar apenas os seus pertences e cai construir um novo retiro.
Os lapões, por sua vez, vivem em tendas de peles de rena. Quando desejam mudar os seus acampamentos, necessitam realizar um árduo trabalho que se inicia pelo desmonte, pela retirada do gelo que se acumulou sobre as peles, pela secagem das mesmas e o seu transporte para o novo sitio.
Em compensação, os lapões são excelentes criadores de renas, enquanto tradicionalmente os esquimós limitam-se à caça desses mamíferos.
A aparente pobreza glacial não impede que os esquimós tenham uma desenvolvida arte de esculturas em pesa-sabão e nem resolvam os seus conflitos com uma sofisticada competição de canções entre os competidores.
Um segundo exemplo, trancrito de Felix Keesing, é a variação cultural observada entre os índios do sudeste norte-americados:
Os índios Pueblo e Navajo, do sudeste americano, ocupam essencialmente o mesmo hábitat, sendo que alguns índios Pueblo até vivem hoje em “bolsões” dentro da reserva Navajo. Os grupos Pueblo são aldeões, com uma economia agrícola baseada principalmente de viveres, que se alimentavam de castanhas selvagens, sementes de capins e de caça, mais ou menos como os Apache e outros grupos vizinhos têm feito até os tempos modernos. Mas, obtendo ovinos dos europeus, os Navajo são hoje mais pastoneadores, vivendo espalhados com seus rebanhos em grupos de famílias. O espírito criador do homem pode assim envolver três alternativas culturais bem diferentes – apanha de viveres, cultivo, pastoreio – no mesmo ambiente natural, de sorte que não foram fatores de hábitat que proporcionaram a determinante principal. Posteriormente, no mesmo habitat, colonizadores americanos tiveram que criar outros sistemas de vida baseados na pecuária, na agricultura irrigada e na urbanização.
O terceiro exemplo pode ser encontrado no interior de nosso país, dentro dos limites do Parque Nacional do Xingu. Os xinguanos propriamente dito (Kamayurá, Kalapalo, Trumai, Waurá etc.) desprezam toda a reserva de proteínas existentes nos grandes mamíferos, cuja caça lhes é indeterminada por motivos culturais, e se dedicam mais intensamente à pesca e caça de aves. Os Kayabi, que habitam o Norte do Parque, são excelentes caçadores e preferem justamente os mamíferos de grande porte, com a anta, o veado, o caititu etc.
Estes três exemplos mostram que não é possível admitir a idéia de determinismo geográfico, ou seja, a admissão da “ação mecânica das forças naturais sobre uma humanidade puramente receptiva”. A posição da moderna antropologia é que a “cultura age seletivamente”, e não casualmente, sobre seu meio ambiente, “explorando determinadas possibilidades e limites ao desenvolvimento, para o qual as forças decisivas estão na própria cultura e na historia da cultura”.
As diferenças existentes entre os homem, portanto, não podem ser explicadas em termos das limitações que lhes são impostas pelo seu aparato biológico ou pelo seu meio ambiente. A grande qualidade de espécie humana foi a de romper com suas próprias limitações; um animal frágil, provido de insignificante força física, dominou toda a natureza e se transformou no mais temível dos predadores. Sem asas, dominou os ares; sem guelras ou membranas próprias, conquistou os mares. Tudo isto porque difere dos outros animais por ser o único que possui cultura.

Por: Leidiane Santos